terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Como escolher o seu protetor solar!


Escolher o protetor solar requer alguns cuidados. Veja o que você precisa levar em conta na hora de decidir o fator de proteção solar para o seu tipo de pele
"Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada uma hora", ensina a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo. Na meninada a atenção deve ser redobrada e, se o bebê for menor de 6 meses, é melhor nem pôr a carinha para fora nos horários mais quentes. Aliás, muitos especialistas desaconselham a ida à praia no primeiro semestre de vida. "Os efeitos do sol são cumulativos", alerta o dermatologista Victor Reis, do Hospital das Clínicas da capital paulista. Estragos invisíveis — no núcleo das células — ocorridos na mais tenra idade podem virar o câncer da maturidade.

A radiação solar se divide em quatro tipos:
1. Ultravioleta A (UVA) 
Vai até a segunda camada da pele, a derme, e estimula o bronzeado. 

2. Ultravioleta B (UVB) 
Pára na superfície da pele e a deixa ressecada. 

3. Ultravioleta C (UVC) 
É o mais nocivo e causa tumor porque vai fundo. Mas costuma ser barrado pela camada de ozônio. 

4. Infravermelhos 
Aquecem o corpo e dilatam os vasos. 

A proteção contra os raios solares é essencial 
Infelizmente o sol envelhece e, o que é pior, leva ao câncer. Mas não é por isso que todo mundo vai ficar trancado em casa. Para desfrutar da estação ensolarada, fique de olho no relógio. Fuja dos raios de sol entre 10 e 15 horas (acrescente 60 minutos se estiver no horário de verão). E não deixe de se lambuzar de filtro. Nada de economia. "A camada deve ser espessa", diz o dermatologista Sérgio Yamada, da Universidade Federal de São Paulo. Os fotoprotetores estão cada vez mais modernos e existem até fórmulas sem perfume para quem tem alergia. Se você dormir na cadeira de praia, os raios ultravioleta podem maltratá-lo. "São eles que danificam o DNA das células, fazendo com que elas se multipliquem de forma desordenada", explica o cirurgião plástico Rogério Izar, do Hospital do Câncer, em São Paulo. É assim que surge o tumor de pele.

Existem duas formas de filtrar a radiação
1. Barreira física
Esse tipo de filtro forma uma película que reflete o raio solar. Ele bate nela e se dissipa.

2. Barreira química
As moléculas desse filtro absorvem os raios, transformando-os em outro tipo de energia, inócua para a pele.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Conheça Collacel - Suplemento alimentar composto de colágeno!


Colágeno para as articulações



As funções dessa proteína vão bem além de manter a pele firme. Ela atua na prevenção de doenças como osteoartrite, que incapacita muita gente de levar o dia a dia

por Adriana Toledo | fotos Alex Silva

Estampado nos rótulos de xampus, hidratantes e produtos alimentícios, ele figura no imaginário popular como sinônimo de uma pele firme e de cabelos resistentes, devido às suas propriedades de sustentação e elasticidade. Menos popular e mais vital, porém, é a sua capacidade de fortalecer as cartilagens. "Essas estruturas é que atenuam o atrito entre os ossos, evitando a osteoartrite, ou seja, a inflamação das articulações, que ficam desgastadas especialmente nos quadris, nas mãos, nos ombros e nos joelhos", esclarece a nutricionista Nadia Brito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. "O quadro se acentua com o o envelhecimento e com o sobrepeso", alerta. 

A comida, diga-se, não entrega o colágeno de mão beijada. Mas as refeições abrigam a matéria-prima para sua fabricação dentro das células cartilaginosas. "Batizadas de condroblastos, essas unidades se valem dos aminoácidos glicina, prolina e hidroxiprolina, partículas proteicas provenientes dos alimentos de origem animal - como carnes vermelhas e ovos -, prontas para formar moléculas maiores, os peptídeos", descreve, em detalhes, a nutricionista Andrea Frias, coordenadora do Centro de Pesquisas Sanavita, em São Paulo. "São esses peptídeos que dão origem às fibras colágenas, capazes de amortecer o impacto articular com força comparável à de um fio de aço." 

Acontece que, a partir dos 30 anos de idade, essa fábrica celular de colágeno "desacelera cerca de 1% ao ano", como avisa Nadia. E a situação se agrava para o time feminino após a menopausa. "Os ovários deixam de liberar o hormônio estrogênio, que estimulava a síntese de colágeno a pleno vapor", justifica Andrea. "Por isso, sua produção despenca, em média, 30% nos primeiros cinco anos dessa fase e, depois dela, uns 2% anualmente." A boa notícia é que é possível evitar esse prejuízo com um cardápio que compensa a lentidão do organismo para gerar quantidades adequadas de colágeno. 

Embora seja difícil mensurar em cada proteína a quantidade exata da tríade de aminoácidos formadores de colágeno, os especialistas garantem que incluir os alimentos certos nas refeições garante o aporte dos 10 gramas diários de que o organismo necessita. O pré-requisito inegociável você já conhece: a fonte proteica precisa ser de origem animal. "Carnes vermelhas, frango, peito de peru, peixes, ovos, queijo, leite e iogurte desnatado são as melhores apostas", lista a nutricionista Alexandra Savino, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Pelo menos um desses itens deve constar nas principais refeições do dia. "Um copo de leite e dois bifes grandes já são capazes de contemplar a cota diária", garante Nadia. 

Para assegurar que os aminoácidos ingeridos serão, de fato, convertidos em reforço para a cartilagem, você pode dar uma ajuda extra ao corpo, consumindo fontes de nutrientes que colaboram com sua absorção ou participam das reações químicas que os transformam em peptídeos e, finalmente, em colágeno. "É o caso das vitaminas A, C e E, presentes na cenoura, no pepino, na laranja, no limão e na goiaba; do zinco, encontrado nos frutos do mar e na castanha-do-pará; do selênio das nozes e do arroz preto; do silício da aveia, da cevada e da alcachofra; e do cobre ofertado pelo fígado de boi e pelos cogumelos", ensina Alexandra. As possibilidades são inúmeras e não custa nada investir em um copo de limonada no almoço ou acrescentar um punhado de castanhas no lanche da tarde. 

Os supermercados ainda exibem produtos que prometem o chamado colágeno hidrolisado em sua formulação. "Eles contêm os aminoácidos submetidos a um processo enzimático químico que facilita sua incorporação pelo organismo", explica Nadia. Vale dar crédito a eles, desde que com o cuidado de escolher uma marca idônea e devidamente certificada. 

O destino do nutriente O colágeno também constitui o tendão de aquiles, a ponta do nariz, os ossos e a conexão entre as costelas torácicas anteriores. "Os discos intervertebrais e uma das camadas das artérias são, ainda, formados por um tipo especial dessa proteína, chamado elastina", explica o cientista de alimentos Jaime Farfan, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Por fim, o humor vítreo - substância ocular que preenche a área entre o cristalino e a retina - e músculos que revestem órgãos como o intestino também contam com o colágeno em sua composição. 

Casais perfeitos (ver slideshow)
Combinações à mesa que ajudam na produção proteica 

1. Peixe e rúcula O ferro dos vegetais verde-escuros contribui com o processo de formação de colágeno. Aposte em pescados com rúcula e agrião. 

2. Bife e suco A bebida feita com laranja e acerola fornece vitamina C, que também dá uma força nesse processo. Ele pode acompanhar o bife do almoço. 

3. Frango e tomate Para que o consumo do frango resulte em uma fabricação de colágeno eficiente, consuma-o com tomate-cereja, que provê o auxílio das vitaminas A e C. 

4. Gelatina e companhia Contrariando a crença popular, a sobremesa está longe de ser a melhor coadjuvante na fabricação de colágeno. "A maioria das gelatinas contém uma quantidade insignificante de proteína", desmitifica Andrea Frias. "A exceção são os produtos com colágeno hidrolisado", ressalta Jaime Farfan. O mesmo vale para geleias de mocotó e balas de colágeno. 

Design Vanessa Kinoshita e Laura Salaberry | produção Andrea Silva | produção culinária Silvia Marques | objetos M. Dragoneti.

FONTE :
 TRECHO RETIRADO DA REPORTAGEM

SITE  - saude.abril.com.br - por Adriana Toledo | fotos Alex Silva

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Articulações a salvo





Ninguém quer viver com dor, rigidez e dificuldade para se movimentar, as consequências desagradáveis dos problemas nas juntas. Eles continuam em ascensão e até se manifestam mais cedo. Está nas suas mãos — nos seus braços e nas suas pernas — a fórmula para driblá-los hoje e no futuro
por Diogo Sponchiato

Antes de bater os olhos neste texto, presumo que você tenha usado pelo menos três grupos articulares. Primeiro, dobrou os joelhos para se sentar. Daí, com a ajuda do cotovelo, colocou a revista em uma posição confortável à leitura. Por fim, seus dedos folhearam as páginas até chegar aqui. Atitudes simples como essas dependem de uma seleção de estruturas dobradiças que garantem movimento ao esqueleto. Como elas não são de aço, carecem de cuidado, ainda mais no ano que encerra a década do osso e da articulação, instituída pela Organização Mundial da Saúde. 

Infelizmente, as desordens nas juntas não são assunto do passado. Estima-se que até um terço da humanidade conviva com elas. Com o aumento da expectativa de vida e a pandemia de obesidade, a artrose, a versão mais comum do martírio, amplia suas vítimas. "Depois dos 50 anos ninguém escapa desse problema marcado pelo desgaste da articulação", constata o reumatologista Cristiano Zerbini, coordenador do Núcleo Avançado de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Mas nem todo mundo apresenta sintomas", ressalva. "Por suportar o peso do corpo, o joelho, o quadril e a coluna são os mais afetados", nota o ortopedista Ricardo Cury, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. 

A questão é que, uma hora ou outra, a artrose costuma chiar. "Ela provoca dores que surgem ou pioram com o esforço e a rigidez pela manhã e após horas de imobilidade", diz a reumatologista Eleonora Estrela da Silva, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. "O desgaste da cartilagem gera instabilidade na articulação e, assim, os movimentos podem levar ao trauma, à inflamação e à dor", explica o reumatologista José Maria Santarém, diretor do Instituto Biodelta, em São Paulo. O efeito bola de neve culmina em uma junta dotada de um amortecedor insuficiente para evitar os choques entre os ossos. Aí, uma caminhada se transforma em um trabalho hercúleo. 

Apesar do empurrão da idade e do código genético, há indícios de que a artrose comece a atacar precocemente, enferrujando gente na casa dos 40 anos. O excesso de peso e o sedentarismo carregam a culpa. Mas há o outro lado da moeda: quem abusa das práticas esportivas, sugere um novo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, tende a sofrer ainda mais cedo com uma junta em frangalhos. "A artrose é uma resposta da articulação ao excesso de uso ou ao uso incorreto", justifica a reumatologista Ieda Laurindo, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
É possível se esquivar de uma artrose ou retardar seu aparecimento. Basta que você evite se tornar um refém do sedentarismo. Não se trata de uma convocação para formar novos atletas, condição que até pode piorar as coisas. A meta é chutar o pecado capital da preguiça. Se os membros inferiores penam com um corpo em forma, que dirá com 10, 20, 30 quilos a mais! "A articulação se mantém lubrificada quando nos mexemos, já que é no movimento que a cartilagem se nutre do líquido sinovial", explica a reumatologista Patrícia Barinotti, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista (veja o infográfico). Ora, esse raciocínio permite inferir que juntas inertes criam ferrugem e se fragilizam. 

O exercício físico, sobretudo a musculação, se destaca na campanha antiartrose. "Músculos fortes protegem as articulações", sentencia Zerbini. Como guarda-costas, eles se encarregam de puxar o peso para si, livrando a cartilagem do impacto excessivo. Os donos de cabeleiras grisalhas também tiram proveito da malhação, que sempre deve ser orientada por um educador físico. "Com o envelhecimento, há uma perda da massa muscular", lembra Ieda. A atividade aeróbica, como a caminhada e a corrida, não só botam óleo nas juntas como contribuem para frear a disparada do ponteiro da balança ou, se for preciso, liquidar os quilos extras. 

Puxar ferro e suar a camisa também são aconselháveis para quem tem artrose. É que a musculação, com cargas e movimentos ajustados ao praticante, ajuda a resguardar as articulações e afastar a dor. "Mesmo quando há desgaste, a força muscular em grau adequado é capaz de estabilizar as juntas, melhorando o convívio com o problema", diz Santarém. Mas ninguém recomenda ir à academia para se exercitar em meio a uma crise. 

"A artrose é um processo irreversível. Uma vez estabelecido o estrago, não há como recuperar a área lesada", afirma Eleonora Estrela da Silva. Essa constatação não deve ser interpretada como um sinal apocalíptico, mas como um alerta de que, principalmente após os 40 anos, é necessário zelar pelas articulações. "O problema costuma demorar a apresentar sintomas e os pacientes nos procuram só quando já têm dor", observa Patrícia Barinotti. Essa falta de provas precoces estorva o diagnóstico do desgaste em estágio inicial. Isso não significa, porém, que será tarde para adotar um esquema tático capaz de estacionar o adversário. 

Da seleção terapêutica fazem parte as técnicas de alongamento e a hidroginástica — que, em caso de pessoas com sintomas, tem uma variante, a hidroterapia. "Dentro da água se retira a carga do corpo, além de fortalecer a musculatura", explica a fisioterapeuta Anamaria Jones, do Lar Escola São Francisco, vinculado à Universidade Federal de São Paulo. Quando a rigidez e a dor aparecem, a reabilitação é a primeira a ser escalada. "Por meio de exercícios, trabalhamos os músculos e ensinamos o indivíduo a usar a perna ou o braço sem machucar ainda mais a articulação", resume Anamaria. No campo do tratamento, figuram também elementos de apoio, como comprimidos e injeções aplicadas direto na junta doente. Quando o desgaste é incontornável, a solução está em uma mesa de cirurgia. "Podemos implantar uma prótese da articulação ou realizar operações para realinhar a estrutura danificada", diz Ricardo Cury. O ideal, contudo, é fazer o que está ao seu alcance para evitar que a situação chegue a esse ponto, só remediável via bisturi. Não adianta apenas torcer pelo destino das suas juntas. O futuro delas depende de você. Mexa-se.
Um Glossário Problemático 

São tantos nomes para os males que afetam as juntas que a gente até se confunde. Saiba o que cada um deles significa de fato 

Artrose
Esse processo degenerativo atinge a articulação e se caracteriza pelo desgaste progressivo da cartilagem. Também é chamado de osteoartrose. 

Artrite 
O termo designa uma inflamação na região articular. Ela pode ser provocada por uma doença autoimune, uma infecção ou um trauma. 

Osteoartrite 
Trata-se da denominação usada pelos americanos para a artrose. Como sugere o sufixo "ite", o problema pode ser acompanhado esporadicamente por uma inflamação. 

Reumatismo 
É um nome genérico que faz referência a centenas de doenças da articulação que, em comum, ocasionam dor nas juntas.
A artrite reumatoide 

Ela é uma das principais e mais temidas doenças responsáveis pela inflamação constante das juntas. É um distúrbio autoimune capaz de instalar uma agressão frequente ao joelho, aos dedos, ao tornozelo... "Sua origem, no entanto, ainda é desconhecida", diz a reumatologista Ieda Laurindo, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Embora seja influenciada pelos genes, há evidências de que alguns hábitos conspirem a seu favor, como o tabagismo. "Ela também é três vezes mais comum entre as mulheres", diz o reumatologista Cristiano Zerbini. 

"Diferentemente da artrose, as dores aparecem em repouso", completa sua colega Eleonora da Silva. Ao lado do exame clínico, há testes que apuram no sangue a existência da artrite reumatoide, que não tem cura mas pode ser controlada. "Há anti-inflamatórios que aliviam os sintomas e medicamentos que interferem diretamente na doença", conta Ieda. "Fora da crise, o exercício físico também é de grande ajuda." 

FONTE -TRECHO RETIRADO DA REPORTAGEM DO SITE  - saude.abril.com.br - por Diogo Sponchiato

http://saude.abril.com.br/edicoes/0326/medicina/articulacoes-583931.shtml?pag=1

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Todo poderoso Zinco!



Mineral importante, o zinco está presente em mais de 300 enzimas, intervém no funcionamento de certos hormônios, é indispensável à síntese de proteínas, à reprodução e ao funcionamento normal do sistema imune. 

Conheça alguns desses poderes, segundo a nutricionista Thais Souza, da Rede Mundo Verde: Zinco e osteoporose - promove aumento da atividade da vitamina D e é essencial para a formação óssea.
 

A deficiência de zinco durante o crescimento pode prejudicar o acúmulo de massa óssea e aumentar o risco de desenvolvimento de osteoporose, pois pode levar à queda significativa da
 
massa óssea; Zinco e diabetes - componente da insulina, atua como regulador da atividade da mesma, além de estimular a insulina a se ligar em receptores das membranas celulares, o que promove a entrada da glicose na célula;
 

Zinco, pele e unhas - nutriente necessário para a cicatrização e produção de colágeno, proteína que dá sustentação à pele.
 

Sua deficiência pode ocasionar lesões na pele, má cicatrização, acne, manchas brancas nas unhas, entre outros problemas.
 

Curiosidade: a deficiência de zinco pode levar a diminuição do desejo sexual em mulheres e impotência nos homens, pois ele desempenha importante papel na reprodução, necessário para ovulação, produção e maturação do esperma e fertilização.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Exercício: um remédio para doenças da pesada!








A medicina não combate grandes inimigos da saúde só com pílulas. Hoje, suar a camisa é parte central no tratamento de sete dos dez males que mais matam no mundo
por Chloé Pinheiro, Dalena Theron e Theo Ruprecht | design Laura Salaberry

"Ficar sem se movimentar é um enorme risco. A cama mata", afirma Rui Curi, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), da Universidade de São Paulo. A frase é forte, mas não sem motivo - basta olhar a lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) de problemas que mais enumeram vítimas para compreender sua seriedade. Isso porque no top 10 desse ranking encontram-se nada menos do que sete quadros possíveis de serem prevenidos ou ao menos controlados por meio da atividade física (veja abaixo). Mesmo assim, só 30% dos médicos americanos receitam movimentação constante em situações em que ela seria definitivamente benéfica. "O panorama no Brasil é semelhante", lamenta Renato Nachbar, educador físico do ICB.

Até por isso, a revista científica The Journal of Physiologypublicou um comentário sobre a hipótese de o sedentarismo ser, por si só, encarado como uma doença. "O bom é que ele tem cura: doses regulares de exercício físico dão conta do recado", comenta Michael Joyner, anestesiologista da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, e autor do artigo. "Se recomendarmos mais desse medicamento natural, prescreveremos menos drogas para contornar vários transtornos, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas", arremata.

Em 2011, o governo federal criou o Programa Academia da Saúde, que visa construir 4 mil polos para a prática de exercícios até 2014, além de já ter incorporado centros similares em vários estados. "Doentes crônicos que vão a esses locais podem diminuir a quantidade de medicamentos tomados", ressalta Alexandre Padilha, ministro da Saúde. Nas academias do Rio de Janeiro, 83% dos frequentadores passaram a ingerir menos remédios e 7% nem precisaram mais deles.

Já na iniciativa privada, a Companhia Athletica firmou uma parceria com o Hospital Samaritano, na capital paulista. A partir dela, indivíduos tratados nesse hospital com uma enfermidade em que suar a camisa acarrete benefícios ganham descontos e avaliações físicas e nutricionais nas unidades da rede de academias. "O médico recomenda especificidades para o educador físico e acompanha a evolução do paciente a todo momento", informa Patrícia Lobato, consultora da Companhia Athletica. "Parcerias assim oferecem um treino supervisionado e direcionado às limitações de cada um", completa Roberto Cury, cardiologista do Hospital Samaritano.

Se o exercício é remédio, dosá-lo é primordial. Confira a seguir seus efeitos nas mais temidas doenças do mundo e saiba o que importa, em cada caso, para que ele seja um medicamento, e não um veneno.
As principais causas de morte

Motivo
Milhões de mortes/ano
1
Infarto *
7,25
2
AVC *
6,15
3
Infecções pulmonares *
3,46
4
DPOC *
3,28
5
Diarreia
2,46
6
Aids *
1,78
7
Câncer do trato respiratório *
1,39
8
Tuberculose
1,34
9
Diabete *
1,26
10
Acidentes de carro *
1,21

Fazer um esporte ajuda a tratar os problemas marcados com asterisco nesta lista perigosa.

Fatores de risco que mais matam 

1 Alta pressão arterial *
2 Tabagismo *
3 Hiperglicemia *
4 Inatividade física *
5 Sobrepeso e obesidade *
6 Altos índices de colesterol *
7 Sexo inseguro
8 Consumo de álcool *
9 Subnutrição infantil
10 Inalação interna de combustíveis sólidos 

O sedentarismo está em quarto lugar no ranking da OMS. Mas, se pensar bem, ele contra-ataca todos os itens com asterisco.

1º causador de mortes: Infarto 

Tanto é fundamental se mexer para escapar do líder do ranking da OMS que o Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, tem uma ala especialmente dedicada a deixar em forma indivíduos que já passaram por panes no peito. "Após o infarto, trabalhamos para recuperar a função cardíaca o mais rapidamente possível. Logo depois, iniciamos treinos que evitem novos eventos desse tipo", explica a cardiologista Patricia Oliveira, da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício da instituição. No coração, a atividade física age em duas frentes. Primeiro, promove uma verdadeira faxina nas artérias, retirando de cena o LDL, aquele tipo de colesterol que financia a formação de placas nos vasos. Esses acúmulos gordurosos, se não domados, crescem até impedir totalmente o sangue de circular por lá. Ao mesmo tempo, a malhação colabora para manter as artérias jovens por um bom tempo
 (veja nos infográficos abaixo). 

Recomendações Realizar atividades aeróbicas, como caminhada e ciclismo, cinco vezes na semana. E respeitar os sinais de cansaço. 

2º maior causador de mortes: AVC 

Garantir artérias saudáveis com a ajuda da esteira ou da bicicleta não resguarda só o músculo cardíaco. Afinal, se um dos canos que irriga a massa cinzenta perde sua flexibilidade ou fica tapado por uma placa de gordura - consequências típicas do sedentarismo -, certos neurônios não recebem os nutrientes vindos do sangue. É o começo de um derrame. Então, começam a definhar. "A atividade física ainda promove uma vascularização cerebral, proporcionando novos vasinhos na região, o que incrementa o abastecimento sanguíneo", destaca Ricardo Arida, neurofisiologista da Universidade Federal de São Paulo. E mesmo quem já sofreu com essa pane pode ao menos atenuar seus impactos no dia a dia se não ficar parado. "Em trabalhos recentes, observamos que o exercício, em animais, forma uma maior quantidade de células nervosas", revela Arida. Em certas situações, isso ajudaria na recuperação da coordenação ou mesmo na da cognição.
 

Recomendações Modalidades aeróbicas auxiliam a prevenir a encrenca. Se exigirem reflexos e decisões rápidas, melhor ainda! 

3º maior causador de mortes: Infecções pulmonares 

Uma parcela dos falecimentos por pneumonia acontece sem a chance de um tratamento. Porém, essa doença também vitima gente bem tratada e... acamada. "Sem movimentação, há um acúmulo de secreções no pulmão, um banquete para bactérias", diz o pneumologista Elie Fiss, da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo. Logo, em qualquer doença, a pessoa deveria tentar se mexer. Os exercícios ainda deixam nossas defesas mais eficazes. "Mas, em excesso, abalam a imunidade, fazendo surgirem infecções", avisa Tânia Curi, educadora física da Universidade Cruzeiro do Sul.
 

Recomendações Mover-se cinco vezes na semana. Evitar ambientes secos ou frios e não se esquecer da musculação. 

4º maior causador de mortes: DPOC 

Recomendações Fazer exercícios aeróbicos e de resistência ao menos duas vezes na semana, por meia hora apenas. 

6º maior causador de mortes: Aids 

"Em 1996, houve uma revolução nos medicamentos contra o HIV. Hoje, o principal risco para o soropositivo não são as infecções, mas sim as doenças cardiovasculares", estabelece Alex Antonio Florindo, educador físico da Universidade de São Paulo. Entre essas novas drogas figuram os inibidores de protease. "Essa classe de remédios, embora importante para barrar o vírus, interfere no metabolismo, elevando as taxas de colesterol e gordura e, portanto, a ameaça de um infarto", explica o pesquisador Luís Fernando Deresz, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. E nem precisamos falar da capacidade dos exercícios de baixar esses índices.
 

Recomendações Os efeitos benéficos são mais observados se a atividade for regular - meia hora por dia, por exemplo. Deve-se ficar de olho na carga viral e no coração. 

7º maior causador de mortes: Câncer do trato respiratório 

"Ainda não há estudos que atestem o exercício como forma direta de prevenção a esse tumor", opina o pneumologista Gustavo Prado, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Mas, assim como em todos os tipos de câncer, o esporte é um aliado no tratamento, já que combate quatro complicações da doença: dor, fadiga, depressão e distúrbios do sono.
 

Recomendações Focar na flexibilidade e no treino de força para se blindar contra sintomas desse câncer. 

9º maior causador de mortes: Diabete 

Para entender a importância de suar a camisa entre os diabéticos, um grupo da escola de Ciências da Atividade Física, da Universidade de São Paulo, estudou o efeito do esporte em ratos com uma dieta cheia de açúcar. "O grupo de animais que comeu dessa maneira sem treinamento físico ficou diabético em seis semanas", relata a cientista Fabiana Sant’anna evangelista, autora do experimento. "Já os que se exercitaram, mesmo comendo mal, não desenvolveram a doença", completa. Os mecanismos por trás dessa benesse não estão totalmente desvendados, mas já há pistas. "O treino impede que o tecido adiposo cresça, freando processos inflamatórios que interferem no trabalho da insulina", aponta a pesquisadora. A resistência a esse hormônio é uma das principais chateações na vida de quem luta contra o diabete tipo 2.
 

Recomendações Os medicamentos devem ser dosados conforme o exercício. Consulte o médico.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Alimentos que ajudam a queimar calorias!


Invista em opções que aceleram o metabolismo e favorecem os hormônios. Confira a lista

por Thais Cavalheiro | foto Mari Queiroz

Conteúdo de BOA FORMA

Aipo, brócolis, repolho, salsinha
Possuem alto teor de fibras, o que ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, aumentando e prolongando a sensação de saciedade.

Pimenta, mostarda e páprica
A capsaicina, substância presente na pimenta, eleva a temperatura do corpo, disparando o metabolismo em 8% nas horas que se seguem ao seu consumo.

Pera e morango
A primeira contém pectina, fibra solúvel que se liga a moléculas de gordura de outros alimentos, reduzindo, com isso, a sua absorção. Assim como o morango, a pera apresenta baixa concentração de carboidrato, contribuindo para estabilizar os níveis de açúcar no sangue.

Pimenta-do-reino preta
Fornece piperina, composto que estimula o sistema nervoso e acelera o metabolismo.

Proteínas magras
Esses alimentos tendem a ser um pouco mais calóricos. Porém, durante o processo digestivo, há consumo de um terço de suas calorias. Resultado: metabolismo acelerado.

Chá verde e chá branco
A cafeína e os polifenois, chamados de catequinas, aumentam a termogênese (gasto de energia).

Óleo de coco
Seus ácidos graxos de cadeia média inibem o acúmulo de gordura. De novo, é o metabolismo que ganha ritmo de corrida.

FONTE:  http://saude.abril.com.br/emagrece-brasil/alimentos-ajudam-queimar-calorias.shtml